quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Os olhos de quem lê!

A página em branco aceita tudo. Verdades, fantasias, sentimentos, histórias. Aqui, a minha imaginação e a minha realidade são, por vezes, uma só. Fundem-se!

Aqui, não é para muitos....aqui, é privilégio de poucos. Dos amigos que me leem com graça, do meu amor que me lê sempre e tanto, que sabe daqui muito mais que eu mesma. Que com seus olhos amorosos vê sempre beleza no que quer que seja. Que se reconhece nas linhas, que conhece novas perspectivas daquilo que também viveu. E noutras vezes viaja pelos caminhos que só existem no meu imaginário. Meu amor que é minha fã número um. 

Mas também tem eventualmente, a visita de olhos sorrateiros, que me leem com gana. Estes, de mim não levam nada. Porque os olhos tomados de ira não são capazes de perceber e de sentir o que realmente está em cada palavra. 

Porém, aqui escrevo porque me encanta. Porque amo, porque sinto, porque me faz bem! Seja lá de quem forem os olhos que me leem...sempre agradecida pela audiência, pela fidelidade à este espaço e pela visita...voltem sempre!

É sempre uma honra conquistar novos leitores... e se nada de bom emanar à ti...ao menos é sabido e claro...que ler engrandece pobres vocabulários. 

 

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Gringa sim!!!

Existe sempre aquele que pensa que referir-se a cultura e a origem de alguém é motivo de gozação ou de desmerecimento. Pessoas sem qualquer tipo de conhecimento em relação a pertencimento, a raízes e cultura. Incapazes de sentir amor pela sua terra e pelas suas origens, tornam-se tão pobres de espírito que pensam que chamar alguém de "gringo", "colono" e afins, é uma forma de ofensa. 

Meu único sentimento em relação a essas pobres pessoas, é pena. E o que pra você é ofensa, para mim é elogio. 

Tenho imenso orgulho da minha terra, nas minhas raízes, da minha cultura. Sou gringa sim, falo Talian sim...e com muito amor. Tenho paixão pela minha cidade natal, respeito minha origem e sempre falo com muito carinho de Serafina e do meu povo. 

Sou grata aos meus avós por terem conversado tanto em Talian dentro de casa; a minha mãe pelo amor as danças típicas, e por participar ativamente da cultura da nossa cidade; a minha vó pelo crochê, trico, pelas músicas, pelos hábitos e costumes caseiros. Ao meu vô pelo amor ao interior, a terra...pelas histórias antes de dormir recheadas de lagartos, macacos, cavalos e afins.

Sentir-se pertencente a um lugar é maravilhoso. É saber que não importa o quanto do mundo você conheça, ali é o teu lar. O teu espaço. Onde vivem os teus iguais. 

E hoje é com imenso prazer que vejo Serafina Corrêa mais uma vez sendo notícia nacional. É o valor da nossa terra e da nossa cultura difundida para todo o país. Somos um povo apaixonado, simpático e feliz. E eu só tenho a agradecer por fazer parte desse pedacinho de chão. 


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Quando Iná encheu os pulmões do ar quente da sua liberdade, sentiu-se leve e cheia de sí.

Dali em diante tornou a sua vida e a vida dos seus um eterno jardim florido.

Viver com Iná é como flutuar no paraíso. Iná é leve e doce.

A vida ao lado de Iná é de bolo de chocolate na terça a noite, de sopa com vinho a qualquer hora.

É recheada de tardes de sexo e noites de amor.

É um constante experimentar.

São novas sensações, cheiros e desejos a cada dia.

Ahhh Iná.

Meu mundo se rende aos teus pés.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Leve


Como é leve a vida de quem carrega apenas um coração.

Tem raízes sim, mas não está fixa e nem estagnada,

Tem dores e desamores 

Mas estão no passado.

De tudo o que viveu leva na alma apenas a indelével e necessária lembrança que a torna forte.

Mas seu coração é leve.

Sua bagagem é leve.

Não traz consigo nada nem ninguém,

Carrega apenas o peso do dia de hoje.



Vive os segundos,

Ama cada um!


Como é doce 

Lindo e bem quisto

Aquele que é leve...

Leve como pluma.

E voa...

Livre na atmosfera dos dias!!!

Coisas da vida!

Insatisfeitos consigo mesmo, com as vidas conformistas que levam, as pessoas deixam de pensar. Absorvidas por uma sociedade machista, reservada e convencional, encaixam-se como peças de lego no roteiro culturalmente estabelecidos como correto e sentem-se completas e felizes por isso.

Será?

Na constante busca pela felicidade, as pessoas esquecem de se adonar de suas próprias vidas. Deixam que os dias caminhem a mercê daquilo que o mundo espera delas, e baseiam a felicidade ao cumprimento dessas regras.

E assim as pessoas continuam casando, tendo filhos e vivendo em função de criá-los. Porque ainda hoje, no século XXI, mulheres sem filhos são julgadas. São estranhamente enquadradas como infelizes, incompletas e comumente tratadas como coitadas, título de pena. 

É tão lamentável que ainda vivenciemos isso. Parecemos um bando de zumbis caminhando todos pela mesma trilha, sem desvios, sem possibilidades. Quando na verdade a vida não é assim. Temos um milhão de escolhas, a cada amanhecer podemos escolher o rumo de nossa vida. E rir ou chorar é uma escolha nossa. Assim como amortecer nossa realidade ocupando-se com a vida de outro ser para não ter tempo de olhar para nossa própria existência; é também uma opção. 

Que os próximos anos tragam liberdade de escolha e de direitos. E que possamos seguir caminhos distintos, que possamos nos dedicar a pensar sobre nossa existência, sobre nosso caminho e nosso legado. E que casamento, filhos, netos e afins possam ser peças que você escolhe se encaixam ou não na vida que você tem  e na pessoa que você é. 

Nessa semana de dia das mães, desejo coragem as que já são e lucidez as demais mulheres, Que procrie a especie aquelas que se sentem verdadeiramente aptas para essa missão sem fim. 


quinta-feira, 28 de abril de 2016

Te olhar.

Em muito eu, nada de mim. 
Me encontro e me perco em tuas páginas.
 Revirando anos relembro fatos, revejo dias, revisito estações. 
De tudo um pouco. 
De mim muito....ou muito pouco. 
Confuso como a vida. 
Incompleto e inapto. 
Apenas palavras perdidas... apenas pensamentos abstratos, repetitivos, doloridos, intensos. 
Um toma lá da cá de histórias sem nexo, conectadas sim e não. 

Enfim...
Um amontoado de Eu's. 
Alguns Eu's mortos, outros latentes.
 Alguns esquecidos no passado, outros vivos eternamente. 
Das coisas que sempre fui, nas que deixei de ser. 
Seja lá como for...são pedaços de um Ser...que não se pode separar, diluir ou quebrar. 
Tudo ou nada, imaginação ou realidade....pouco se sabe. 

domingo, 24 de abril de 2016

Amanhecer de domingo!

Amanhece um domingo lindo de outono em Passo Fundo. Ás 06:30 da manhã de um dia 24... e sempre são lindos os dias 24 de todos os meses, de todos os anos.

O silêncio denuncia a paz e tranquilidade dos domingos de manhã. Sentada no parapeito da janela do quarto andar, vejo apenas a luz do sol iniciando o dia, Despejando no céu seus tons...trazendo cor para o dia. No meu horizonte, prédios e casas formam um emaranhado de concreto em cores, mas meu olhar se perde no único pedaço de asfalto que vejo. A rua que sobe, daqui parece sem fim...parece que vai seguir em meio as árvores até tocar o céu exatamente no ponto em que o sol nasce. E aos poucos o horizonte vai se tornando mais laranja, as poucos nuvens no céu ganham tons avermelhados e o céu se pinta de azul.

Ao meu lado na janela os gatos buscam espaço para se aninhar e assistir ao espetacular amanhecer desse domingo de sol, nesse abril ainda quente, onde o silêncio lembra o interior, quebrado apenas pelo canto doce e melódico dos passarinhos em revoada.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Um novo começo!

Hoje é um dia qualquer na vida de milhares de pessoas, não exatamente um dia qualquer na minha. Hoje, o dia amanheceu lindamente doce. Quando acordei o céu ainda tinha tonalidade de noite, e no horizonte, entre os prédios, como uma onda amarela, vinha surgindo o sol. O prenuncio de um lindo dia me tirou da cama cedo. E que sorte a minha...

Sentada na sacada de casa, vejo o sol subir ao topo do céu. Agora ele toma conta deste lado do mundo e domina soberano a imensidão do céu azul desprovido de qualquer nuvem. É linda a imensidão...daqui posso admirar os diversos tons de azul, posso mergulhar nesse universo de ar.

Com os pés no chão, o sol ilumina minha manhã. Seus raios sutis e calmos, repousam nas páginas do livro que leio, brilham na água que sai da térmica para encher a cuia do chimarrão. Aquece a pelagem macia dos meus gatos que repousam no parapeito. É sutil e tão gratificante.

Neste dia, que para mim não é um dia qualquer... reflito sobre a passagem dos anos. Sobre o fim de um ciclo e o início de outro. sobre a brevidade da vida e suas belezas. Hoje é meu último dia aos 26. E que bom que acordei cedo... que bom!

Penso que a beleza da vida está justamente em não sabermos quanto tempo ela dura. Está na vontade de aproveitar cada segundo, de deixar marcas na terra, de fazer por merecer cada nova manhã de sol. Ao longo destes 26 anos o que vi da vida não é nada mais ou melhor do que viram os outros. Mas as atitudes e os caminhos que escolhi são únicos, são só meus. E chego hoje a conclusão de que de nada me arrependo, de que fiz da vida muito mais coisas boas e felizes do que o contrário. E fico imensamente satisfeita em perceber que a cada ano sou uma pessoa melhor, melhor primeiramente para mim mesma, e consequentemente para o mundo.

Hoje sou o resultado das minhas vivências, das experiências que tive. Sou as lágrimas que derramei, sou as dores que enfrentei, sou marcas e cicatrizes, mas também sou os amores que tive, sou as gargalhadas, sou as aventuras, as emoções, sou o que aprendi, o que estudei, o que li... sou meu próprio movimento.

Amanhã não mais serão 26. Um novo e maravilhoso ciclo se inicia, e eu tenho a certeza de que será o melhor da minha vida, porque corro em busca do meu melhor, porque acredito que sempre estou mais forte, porque tudo o que eu preciso pra minha paz, pra minha felicidade e pro meu coração vive dentro da minha casa...vive perto de mim.

 Que assim seja!

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Sobre uma tarde de abril!

Os sinos da igreja matriz soam as quatro da tarde. Acabo de deitar no colchão macio coberto por um lençol vermelho carmim, repouso a cabeça sobre travesseiros de fronhas de um marrom pálido, por entre as frestas da cortina cinza vejo o dia claro de sol, o azul do céu intenso.

Está calor, deliciosamente quente para um dia do início de abril, o outono está calmo, claro e bonito. Mantenho os olhos abertos e sinto a paz silenciosa desse momento. Ela repousa doce e linda no meu ombro direito. Mantem o joelho da perna direita dobrado e apoiado sobre a minha perna direita, assim como o braço direito, que repousa leve sobre meu peito. Minhas mãos passeiam suaves sobre suas costas e sua respiração torna-se a cada pouco mais entregue.

Ela adormece e sua feição torna-se ainda mais delicada e linda, seu calor toma conta do meu corpo e a paz desse abraço é o melhor lugar deste mundo. Assim entrelaçadas dormimos por alguns minutos o sono dos apaixonados, dos amores, dos amantes...

Ahhh ....Como é divina a vida ao teu lado!


terça-feira, 5 de abril de 2016

Meu All Star branco combina com...você!

Não é apenas um All Star para quem é capaz de observar além do superficial uso das coisas. Seria apenas mais um All Star branco de tecido, com uma tirinha vermelha que serve de acabamento na emenda entre o pano e o solado. Mas para além das descrições técnicas...é um coração que pulsa, é um sentimento que enobrece, são recordações e lembranças..nostalgia. 

Nos meus pés eles ganham vida, ganham meu caminhar e percorrem o meu caminho. Nos meus pés eles tem alma, respiram, suportam. E suportam muito, por muito tempo...vendo o que eu vejo, estando onde eu desejo estar, sendo parte de mim. 

Só as almas sensíveis a um olhar, a uma história, a um sentimento, seriam capazes de perceber...

Grata pela alma que me rodeia, que me completa, que é gêmea...da minha!